TRANSFORMAÇÃO DIGITAL – I

Em tempos de pandemia de corona vírus, o processo de transformação digital tornou-se essencial às empresas que não são nativas digitalmente. Mas afinal, do que se trata a transformação digital?

Pela Lei de Moore há um crescimento exponencial da capacidade de processamento e armazenamento de dados, aproximadamente a cada dois anos dobra-se esta capacidade.

Em torno do ano de 2007 a lei de Moore nunca foi tão evidente em vários eventos ocorridos. Entre eles, o surgimento do iPhone da Apple que marcou o nascimento dos smartphones; a compra do Youtube pela Google e o lançamento do Android também pela Google; o surgimento da plataforma de código aberto, GitHub; o início das atividades do Facebook; a expansão do Twitter; a criação da plataforma Hadoop colocando o Big Data no radar de todos; lançamento pela Amazon do Kindle; o nascimento do Airbnb.

O que todos estes eventos têm em comum é a difusão de um novo conjunto de competências capazes de conectar, colaborar e criar em todos os aspectos da vida, do comércio e do governo.

Estas competências estão em franco processo de aceleração apoiadas por um outro conceito: computação em nuvem. Pode-se dizer que computação em nuvem é a combinação de cinco componentes:

  • Circuitos integrados (processamento);
  • Unidade de memória (armazenamento);
  • Sistemas em rede (comunicação);
  • Software (algoritmos);
  • Sensores (digitalização).

Esta aceleração provocada pela computação em nuvem (lei de Moore), potencializou outras duas acelerações: a aceleração dos Mercados (globalização) e a aceleração da Natureza (ecologia). Uma aceleração potencializa a outra gerando um ritmo de mudança que acaba superando nossa capacidade de se adaptar.

Este fenômeno gera um deslocamento, uma ruptura na forma como vemos o mundo, os negócios e a sociedade. É aí que entra a necessidade da transformação digital.

Voltando a nossa pergunta inicial, do que se trata a transformação digital?

Transformação digital não é um investimento isolado em tecnologia da informação, tais como, investir em novos computadores, smartphones, software; ou ainda fazer um novo site, criar um perfil da empresa nas redes sociais.

Transformação digital deve considerar a reformulação de cinco domínios fundamentais da estratégia: clientes, competição, dados, inovação e valor. Estas mudanças acontecem devido a aceleração das tecnologias digitais. Cada vez mais, nossos recursos competitivos não são assuntos isolados na nossa organização. Agora é uma rede de parceiros que reúnem relações de negócios cada vez mais difusas.

Os modelos de negócios analógicos não resistem ao cenário da combinação entre Tecnologia da Informação (computação em nuvem), Mercado (globalização) e limitações do meio-ambiente (ecologia). Há só uma alternativa para estas empresas: fazer a disrupção dos processos em seus domínios estratégicos.

A disrupção em cada um destes domínios é o que compõe a transformação digital. Nos próximos artigos estaremos discutindo a transformação em cada domínio estratégico.

Até o próximo artigo.

Bibliografia:

Thomas L. Frideman. Obrigado pelo atraso: um guia otimista para sobreviver em um mundo cada vez mais veloz. Rio de Janeiro: Objetiva, 2017.

David L. Rogers. Transformação digital: repensando o seu negócio para a era digital. São Paulo: Autêntica Business, 2018.

Prof. Me. Sergio Alexandre de Castro
Professor de Inteligência de Negócios no curso de Gestão da Tecnologia da Informação – FATEC JAHU
Gestor de Tecnologia da Informação – Mariotta Calçados.

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